Artes VisuaisA escultura encontrou grande expressão nos magníficos túmulos dos séculos XII e XIII e, nos finais do século XVIII, as esculturas barrocas de madeira, onde se destacam os infantários de Joaquim Machado de Castro, são igualmente magníficas.
As tradições clássicas e românticas de Itália e de França influenciaram Machado de Castro, no século XVIII, e António Soares dos Reis, no século seguinte. No século XV, uma escola de pintores rudimentares desempenhou um papel de relevo e, subsequentemente, surgiu a interpretação do estilo pátrio por parte de artistas flamengos, que decoraram palácios e conventos, deixando uma valiosa herança na área da arte religiosa. O século XIX assistiu a um outro renascimento da arte nacional, com um tardio período romântico. A era do realismo naturalista, que se seguiu, abriu caminho para uma melhor difusão das experiências efectuadas no século XX. Maria Helena Vieira da Silva foi a melhor pintora abstracta do país e Carlos Botelho distinguiu-se devido às suas cenas das ruas de Lisboa. Entre as artes decorativas, os azulejos portugueses destacam-se pela sua genialidade. Muitos dos edifícios dos séculos XVI e XVII são constituídos por azulejos e, os quartos e halls dos palácios e mansões, exibem painéis de azulejos em azul e branco ou em cores suaves. Exemplos excepcionalmente bons podem ser vistos no Pátio da Carranca, do Paço de Sintra, na igreja São Roque em Lisboa e na Quinta da Bacalhoa, na Vila Fresca de Azeitão, perto de Setúbal. |





