Angra do Heroísmo

Esta capital histórica da Ilha Terceira é considerada Património Mundial pela UNESCO, sendo uma das três capitais regionais dos Açores, juntamente com a Horta e Ponta Delgada.
Esta ilha portuária e antigo forte do século XVI foram de importância estratégica para mercadores e comerciantes portugueses e espanhóis, ao longo dos séculos, que usavam o porto abrigado da ilha como ponto de paragem entre África, Europa e as Índias Ocidentais e Américas.

O explorador Vasco da Gama enterrou, aqui, o seu irmão, em 1499, após a sua longa viagem até à Índia. No século XVII, o porto recebeu galeões espanhóis carregados de tesouros do Novo Mundo.

O seu rápido crescimento como centro de comércio marítimo mereceu-lhe a designação de primeira cidade dos Açores, na década de 1530, enquanto que o Papa Paulo III nomeou Angra como uma diocese com jurisdição religiosa sobre o resto do arquipélago.
Angra viria a desempenhar funções importantes na história de Portugal durante a Crise de Sucessão de 1580, ao não aceitar a suserania de Filipe de Espanha e apoiando o candidato alternativo ao trono português, António I, que estabeleceu, aqui, governo em exílio durante dois anos entre 1580 e 1582.

Mais tarde, quando a monarquia portuguesa foi restaurada, na Restauração de 1640, a cidade expulsou os ocupantes espanhóis que haviam tomado controlo do Forte de São Benedito do Monte Brasil e, devido aos seus esforços, viu-lhe ser atribuído o título de Sempre Leal Cidade pelo Rei D. João IV, em 1641.
Posteriormente, outro rei português, Afonso VI, refugiou-se no forte desde 1669 até 1684, após ser deposto pelo seu irmão, o Rei D. Pedro II.

É interessante salientar que o porto de Angra viu-lhe ser dado o sufixo Heroísmo pela Rainha portuguesa Maria II, no século XIX, como reconhecimento do seu papel nas disputas parlamentares Liberais que decorreram no início do século XIX, a seguir à Guerra Peninsular. Durante tal período, a cidade tornou-se o centro do apoio Liberal e, por isso, foi apelidada de Capital Constitucional do Reino durante a Guerra Civil de 1828-1834.

A cidade serviu, também, como refugio para a rainha exilada entre 1830 e 1833 e para o escritor, orador e político João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, durante a Guerra Peninsular. Em 1836, o teórico naturalista e evolucionista Charles Darwin visitou a ilha no HMS Beagle, antes de ir para São Miguel, e proferiu a famosa afirmação “Nada de interesse a relatar”.
A cidade sofreu danos significantes no horrendo terramoto de 1980, encontrando-se, agora, restaurada. 

Locais a Visitar

Monte Brasil
Consegue-se uma vista fantástica sobre a Baía de Angra a partir do topo desta cratera vulcânica, a qual é, também, um local popular para piqueniques.

Castelo de São João Baptista
Este castelo foi construído durante a Ocupação Espanhola, entre 1580 e 1640, com o propósito de servir como armeiro e tesouraria, sendo, actualmente, ainda usado pelas forças armadas portuguesas. Proporciona uma vista excelente sobre a baía envolvente e campo.

Alto da Memória
Outro ponto elevado de onde é possível admirar a cidade são as duas torres gémeas da igreja principal de Angra, ou Sé, que remonta ao século XVI, tendo sido restaurada em 1980 após um incêndio.

Museu de Angra do Heroísmo
Este museu retrata a história da cidade e da ilha e dispõe, também, de uma impressionante colecção de armas, mapas, quadros e esculturas. Depois, passeie pelos apaziguantes e adoráveis jardins, outrora pertencentes ao Convento de São Francisco

Furna do enxofre e géisers
A Ilha Terceira tem várias maravilhas naturais, como consequência da actividade vulcânica do passado. Estas maravilhas incluem, entre outras, a enorme cratera da Caldeira de Guilherme Moniz, com 3 km de largura, as amplas cavernas subterrâneas no Algar do Carvão e as impressionantes e fumegantes Furnas do enxofre e géisers, rodeados por lama e rochas sedimentares de cores espectaculares.

Museu do Vinho
A Ilha Terceira tem uma longa tradição vinícola, usando um tipo de uva português conhecido por Verdelho, sendo este também usado nos vinhos da Madeira e vinho do porto branco, no vale do rio Douro. O vinho era, geralmente, exportado para a Rússia, durante o século XIX, onde adquiriu notoriedade na corte russa. No Museu do Vinho, em Biscoitos, poderá provar alguns destes vinhos e comprar certas garrafas para levar consigo para casa.

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