Guarda

No flanco Nordeste da Serra da Estrela, a serra mais alta do país, situa-se a cidade mais alta de Portugal, a 1056 metros de altitude: a cidade da Guarda. Foi fundada em 1197 para funcionar, basicamente, como uma fronteira de guarda (daí o seu nome) e tem um aspecto bastante austero.

Devido ao seu ar vivificante e, supostamente, saudável a cidade da Guarda possui um extenso sanatório.
Daqui pode partir para Manteigas, que fica mesmo no coração da Serra Estrela.
É neste distrito que pode fazer o circuito turístico dos castelos fronteiriços.

Na sua história mais recente, Portugal teve uma necessidade vital de se defender dos ataques espanhóis. Por esta razão, construíram-se diversos castelos ao longo da fronteira, mas muitos foram reconstruídos depois de terem sido parcialmente destruídos pelos ataques dos Espanhóis e dos Franceses. Figueira de Castelo Rodrigo, Pinhel e Almeida são alguns dos bons exemplos desta parte da história de Portugal. Em Sabugal existe também um castelo muito bem preservado e em Sortelha encontram-se um castelo do século XIII, caminhos estreitos de pedra e casas de granito verdadeiramente encantadoras.

Trancoso, a antiga Judiaria (quarteirão Judeu), composta por casas peculiares, faz-nos lembrar a grande população judaica que ali viveu nos tempos medievais.
Mas, neste distrito, é possível ir-se ainda mais além dos tempos medievais. Nos arredores de Vila Nova de Foz Côa, testemunha-se a existência da maior colecção do mundo de gravuras da Idade da Pedra ao ar livre, no Parque Arqueológico do Vale Côa. Estima-se que as gravuras, que representam cavalos, bois, peixes e um homem nu, tenham mais de vinte mil anos.

Locais a Visitar

Sé Catedral da Guarda (Guarda)
Este monumento foi mandado erguer por D. Fernando, mas a guerra com Castela não permitiu ao Formoso cumprir a promessa e foi D. João I quem logo depois do começo do Mosteiro da Batalha, lhe deu continuidade.
A obra andou paralela à da Batalha e foi já no séc. XVI que se findou, tendo como grande impulsionador o bispo D. Vaz Gavião que trouxe como escultor da fachada Marcos Pires, que por todo o lado lá ia deixando pousados na pedra os gaviões do bispo.
O portal norte, a mais bela das entradas, espelha influências góticas.
O retábulo da Sé da Guarda torna-se assombroso pela majestade das proporções e pela delicadeza da execução. O motivo central deste retábulo é a paixão e Morte de Jesus Cristo.

Museu da Guarda (Guarda)
O Museu da Guarda é um museu moderno, muito bem organizado, composto por dois pisos.
No 1.º piso, encontra-se patente ao público o desenvolvimento geográfico-histórico da região, passando pelas várias épocas de influência.
No 2.º piso, procede-se à mostra da vida económica, social e cultural da região da Guarda através de utensílios, trajes, artesanato, etc.. Ainda neste piso, pode contemplar a secção dedicada aos escultores e pintores do distrito.

A Judiaria (Guarda)
Este foi em tempos o mundo da comunidade judia nesta região. A Judiaria ainda consegue transportar o visitante à Guarda ancestral, através da observação de modestos e rurais edifícios .
Ligado à Judiaria encontra-se o bairro do Poço do Gado, igualmente isolado da cidade, até há alguns anos conhecido como o bairro das meretrizes.

Dólmen de Corgas de Matança (Fornos de Algodres)
Este dólmen, de câmara poligonal constituída por 9 esteios sem corredor, localiza-se na freguesia da Matança e está devidamente assinalado.
Sem se saber exactamente a que data remonta, estima-se que o dólmen tenha sido construído no Neolítico.

Sepulturas escavadas na rocha (Fornos de Algodres)
Este concelho é particularmente rico em sepulturas escavadas na rocha. Até agora, foram descobertas oficialmente 68 sepulturas, número que parece incerto, uma vez que já foram descobertas mais algumas.
As sepulturas encontram-se agrupadas em necrópoles, como as de Vila Ruiva e Forcadas, isoladas ou em núcleos de duas ou três.
 
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